Sábado, Julho 18, 2009

Camisa de Amigo

Camisa de Amigo, para os todos os amigos, assim era Milo, assim foi Raúl.
No tempo em que ajudar "causas nobres" ainda era sinónimo de estar junto de quem precisava, e não da busca de reconhecimento como se vê nos nossos dias, Raul cria uma fundação para ajudar crianças.Recolheu em sua causa provavelmente centenas de jovens oriundos de África, e ajudou como não podia, muitas vezes em seu prejuízo.
Camisa de Amigo tem um grande significado, e traz-nos uma mensagem muito importante, "Não apontes armas ao meu pensamento, despe essa ameaça de força e de perigo..."
Incluído no seu último albúm de originais, o Duo Ouro Negro, retribui a todos os seus amigos aquilo que lhe foi oferecido durante toda a sua carreira, a amizade do seu público.
É muito importante dar continuidade ao legado que estes
dois Homens nos deixaram.

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Sexta-feira, Julho 17, 2009

Brevemente...

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Sábado, Abril 18, 2009

Regresso - Amanhã

Já lá vão uns meses desde o último post, o que não quer dizer que tenha ficado esquecido este cantinho de amizade pelo Duo Ouro Negro.
O propósito deste regresso, é uma nova fase para este blog, que espero seja mais interactivo, e de partilha com todos os amigos e admiradores do Raul e do Milo.
Nada melhor para recomeçar, do que escutar o tema Amanhã. Incluída pela primeira vez no mítico albúm Blackground em 1971, este tema trouxe até Angola um novo estilo, uma evolução da música sub-urbana, sem esquecer as raízes.
A popularidade deste tema foi tal que se tornou emblemática na carreira do Duo Ouro Negro, acarinhada por todos aqueles que têm devoção pela aquela Terra. Mias tarde em 1981, foi regravada com uma belíssima introdução de Kissange, pela mão de Raul.

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Terça-feira, Novembro 11, 2008

Miriam Makeba (1932-2008)

Miriam Makeba, famosa cantora Sul-Africana, faleceu na madrugada de ontem aos 76 anos, vítima de um ataque cardíaco. A cantora encontrava-se em Itália para actuar com vários artistas, em homenagem ao jornalista Roberto Saviano, perseguido pela máfia napolitana.
”Conhecida pelo seu empenho na luta contra o Apartheid, a artista Sul-Africana não ficava indiferente a estas causas e as suas canções tratavam essencialmente de temas como o amor, a paz e a tolerância. Apesar de ser originária da África do Sul, as suas convicções não agradavam ao sistema político vigente e, como tal, viveu em exílio durante cerca de 35 anos, tendo passado por países como a França, os Estados Unidos, a Guiné e a Bélgica. O regresso à terra natal, que se deu apenas em 1990, ficou marcado pela emoção e também por uma certa revolta. “Nunca percebi porque é que não podia voltar ao meu país. (…) Não cometi nenhum crime”, afirmava a cantora na altura.
A "Mamã África" deixa-nos êxitos marcantes como Pata Pata, The Click Song e Khawuleza, enlutando o panorama musical africano.
O Duo Ouro Negro no final dos anos 60 também se cruza com Miriam Makeba, tendo dito Raúl, "[...] voltamo-nos a encontrar com Sivuca, desta feita com Miriam Makeba. Surgiu logo a ideia da reedição destas canções que hoje serão actuais, ponto de partida de toda a música de percursão no Mundo". Em 1966 Raúl e Milo tinham gravado o Click song, e mais tarde gravaram Pata Pata, e deixo-vos precisamente esta canção interpretada pelo Duo angolano em forma de homenagem a grande Makeba.

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Sábado, Setembro 20, 2008

Novo CD já à venda

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Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Regresso Duo Ouro Negro

Depois de uma ausência de Verão, eis que o blog Duo Ouro Negro regressa com algumas novidades.

Para aqueles que não acreditam que o Trio Ouro Negro existiu, eis uma prova da sua existência!

É claro que se trata de uma brincadeira, obviamente que existiu o Trio Ouro Negro, mas desta vez trata-se de um trio imprevisto, Raul, Milo e imaginem, Maluda.

Maluda, pintora reconhecida, nasceu em Goa em 1934, tendo ido viver para a então Lourenço Marques em 1948 onde permaneceu até 1963, ano em que viajou para Portugal.

A artista conheceu o Raul e o Milo em Paris, no ano de 65 enquanto bolseira da Fundação Gulbenkian. Na altura a presença do Duo Ouro Negro em França era frequente, e inclusivamente nesse ano tinha sido lançado o Kwela em Paris.

Segundo a pintora, “a minha amizade com o Milo e o Raul foi quase imediata, talvez por termos vindo de África”. A verdade é que essa amizade perdurou até ao seu desaparecimento em 1999, enlutando para sempre os amantes das suas "Janelas".

Um vídeo que certamente vos fará recordar...

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Quinta-feira, Julho 10, 2008

Rua D'Iliza

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A Rua D’Iliza faz parte da história da televisão em Portugal.

Esta afirmação tem todo o fundamento, Raul e Milo inspirados na Rua Araújo da então Lourenço Marques, decidiram chamar à atenção do grande público para um pouco da realidade africana.

Esta opereta, feita num fim-de-semana nos estúdios da Tobis, encheu de glamour a televisão, mesmo tendo custado 8 contos!

Herlander Peyroteo foi um dos grandes responsáveis deste grande sucesso, mas a vivência do Ouro Negro, com a sua carreira internacional, trouxe até nós um pouco do que já se fazia lá fora nos grandes espectáculos da Broadway.

Segundo Raul “haviam poucos mulatos naquela época aqui na Tuga, daí que fomos buscar os mais morenos”, dos Sheiks (Carlos Mendes Paulo de Carvalho, Fernando Chaby, Edmundo Silva), Lilly Tchiumba, Dany Boavida, são alguns dos elementos deste magnífico elenco.

Nesta primeira sequência Raul apresenta a opereta, em que a chegada de Iliza fez logo despertar o interesse dos dois rivais, dividindo-a definitivamente, pois não sabia qual dos dois havia de escolher.

Nesta segunda sequência, os rivais acabam em briga, e Iliza dá uma solução para esse problema, ambos deveriam partir para terras longínquas, e aquele que mais rico voltasse, ficaria com o seu coração.

Nesta terceira e última sequência, Raul e Milo chegam riquíssimos das Terras do Sol Posto, mas Iliza trocou-lhes as voltas e acabou por ficar com um Irlandês. De salientar a actuação dos Sheiks nesse momento em que inconsolados choram a perda da sua amada.

Os dois artistas não viram a estreia em televisão porque tiveram um espectáculo no Porto, mas à saída ouviram um garoto a cantar “Iliza Ué”, e Raul teve a certeza “resultou!”.

No dia seguinte Mário Castrim encheu a página Canal da Crítica com o seguinte texto: “Uma lufada de ar fresco no Lumiar. Até que enfim que ficamos 3 quartos de hora em frente do televisor sem nos aperceber.”

A Rua D’Iliza seria posteriormente seleccionada para representar a televisão portuguesa no Festival de Milão.

Raul queixou-se: “Infelizmente a RTP não deu grande importância à Rua D’Iliza”, não se fez mais espectáculos do género, não que tenham faltado ideias. A técnica imortalizou para sempre um espectáculo inovador, com toda a ingenuidade dos artistas, mas acima de tudo, uma prova do grande talento dos saudosos Raul e Milo.

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